Literatura Brasileira - Origens
- 1 de nov. de 2017
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Era colonial (século XVI):
A Era colonial da literatura brasileira começou em 1500 e foi até 1808, sendo dividida em Quinhentismo (século XVI), Seiscentismo ou Barroco (1601 - 1768) e o Setecentismo ou Arcadismo (1768 - 1808).
Quinhentismo:
O Quinhentismo, fase da literatura brasileira do século XVI, tem este nome pelo fato das manifestações literárias se iniciarem no ano de 1.500, época da colonização portuguesa no Brasil. A literatura brasileira, na verdade, ainda não tinha sua identidade, a qual foi sendo formada sob a influência da literatura portuguesa e europeia em geral. Logo, não havia produção literária ligada diretamente ao povo brasileiro, mas sim obras no Brasil que davam significação aos europeus. No entanto, com o passar dos anos, as literaturas informativa e dos jesuítas, foi dando lugar a denotações da visão dos artistas brasileiros.
José de Anchieta:
Uma vida direcionada para o ensino e o sacerdócio. É assim que podemos resumir a trajetória do Padre José de Anchieta, nascido no dia 19 de março de 1534, na cidade Tenerife, nas Ilhas Canárias. Tendo em sua origem a ascendência nobre pela parte do pai e judaica pelo lado materno, Anchieta foi levado para Portugal para que tivesse formação intelectual e não sofresse as bem mais intensas perseguições do Tribunal do Santo Ofício instalado em terras espanholas.
A sua ida para os domínios lusitanos aconteceu quando tinha 14 anos idade, mesma época em que estudou filosofia no Colégio das Artes pertencente à Universidade de Coimbra. Três anos mais tarde, ingressou na Companhia de Jesus para dessa forma participar no processo de expansão do cristianismo em terras americanas. Ao ingressar nesse “exército da fé”, exerceu inicialmente a tarefa de celebrar várias missas ao longo de um mesmo dia.
José de Anchieta, juntamente aos demais padres, chegou ao Brasil propondo-se ao intento catequético.Compreender um pouco mais acerca dos fatos que se fizeram presentes, sobretudo em se tratando dos estudos literários, estabelece forte ligação com o ato de contextualizar o panorama em que se demarcaram fatos ora em questão. Subsidiados então nesse propósito, falar sobre José de Anchieta significa fazer referência à época em que as terras brasileiras foram descobertas pelos colonizadores. Assim, procurando nos ater mais às produções literárias que nessa época se materializaram, denominadas de literatura de informação, compuseram esse cenário as obras dos cronistas e viajantes, bem como os escritos dos missionários jesuítas.
Catequização:
A expansão marítima realizada por portugueses e espanhóis no século XVI tinha por objetivo conquistar novas terras. Após a descoberta do Brasil, pela frota de Pedro Álvares Cabral em 1500, houve estranhamento entre os europeus e os nativos dos territórios que eles julgavam ser as Índias. Na época, Portugal encontrava-se em plena expansão mercantil e, para domar os povos que habitavam os territórios, começaram a guerrear tentar convertê-los religiosamente.
No ano de 1549 ocorre a Contrarreforma (Reforma Católica) e, com ela, os jesuítas chegam ao território brasileiro. Sua missão era a catequese dos índios e instalação de estabelecimentos de ensino no Brasil. Desta forma, foram os fundadores dos colégios. Naquela época, estas instituições eram a única forma de cultura que existia na colônia portuguesa.
Assim começam a aparecer as obras literárias que formam o Quinhentismo do Brasil, período literário de cartas, documentos, mapas e ensaios informativos sobre as novas terras. No que se refere à literatura jesuítica, as formas mais marcantes de sua prática eram: poesia devota, teatro pedagógico baseado em passagens da Bíblia e documentos sobre os avanços e dificuldades na catequese dos nativos.

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